O texto relata tentativas de posse de estrangeiros em nossas terras, aonde vem impor suas culturas, mostra ações de pessoas que tornaram nossas culturas européias, deixando de lado nossa história local, dando vez a histórias dominantes que não são nossa.
O autor cita Sergio Buarque de Holanda ao falar sobre o comportamento de alunos que não tem uma aproximação com a história do seu lugar, eles através da mídia só privilegiam lugares que estão bem distante deles, deixando de lado os espaços públicos de onde residem.
Pinto traz em seu artigo não uma visão tradicionalista, mas vem mostrar o potencial da historia local para o ensino da história, tanto para o nível fundamental quanto para o médio, traz a pesquisa como um elemento fundamental na historia, pois faz os alunos produzirem conhecimentos históricos com a mediação do professor, e essa aproximação do aluno com dados documentais o leva a compreensão de um passado e um futuro que esta bem próximo dele.
Ele mostra a sala de aula como um importante caminho para a construção do conhecimento histórico local, pois com a produção desses trabalhos em sala de aula seria possível desmitificar teorias e conceitos universalizantes, e a historia local não serve só para situar o aluno em seu tempo e espaço, mas também pode destruir visões homogeneizadoras, que foram construídas de acordo com a historia geral. Outro ponto interessante é o uso das experiências vividas de cada pesquisador, pois isso traria memórias de uma historia local e estas poderiam ser experiências individuais ou coletivas, fatos esses que a historia tradicional descarta.
O presente autor do artigo vem trazendo em seu texto o exemplo de Sorocaba que na recuperação de experiências vividas fazem em sala de aula uma discussão sobre a idéia de modernidade relatando toda a história da Manchester paulista. No decorrer desta discussão o autor fala sobre o discurso elitista que ate hoje traz fatores que nos faz regredir. O interessante dessas discussões é o enriquecimento de fatos, pois instiga o aluno-pesquisador a tentar achar mais fatos que ficaram ocultos diante da historia local, imposto pelo tradicionalismo, e com uma pesquisa de campo deixar os fatos mais claros, mediados pelo professor os alunos passam a produzir novos saberes em sua historia local.
O autor conclui falando que o processo de ensino e aprendizado construído a partir de memórias coletivas de uma historia local sensibiliza as partes envolvidas, pois o aluno sente-se parte integrante da historia e procura fatos que a historia formal dominante deixou de lado, resgata experiências vividas individuais e coletivas para ampliação das reflexões históricas, e que esses estudos em sala de aula são importantes tanto para o professor quanto para o aluno.
Im:História:Área de conhecimento.Ano 01,n°3,2001,37 á 40.

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